quarta-feira, 26 de outubro de 2011

o desafio de pensar

Estou cansada e a reta final aproxima-se. São trabalhos, provas e uma infinidade de coisas que não permitiram meu constante aparecimento por aqui. Para tirar a poeira e manter algo de atual por aqui optei por uma frase que muitos devem conhecer:

"O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade."
Clarice Lispector

Precisamos, portanto, parar de pensar no futuro agora e questionar o passado. O que podemos fazer é viver o presente, agarrar oportunidades, crescer e esperar que o sucesso de hoje transforme-se em algo positivo para amanhã. E seguindo o exemplo da genial Clarice pergunto-me que emoções podemos deixar? O corpo físico é limitado, a alma nem sempre é sentida, porém suas realizações, sentimentos e emoções marcam e perduram além do que você imagina.

domingo, 11 de setembro de 2011

Leitura: A Farsa

O tempo anda curto, as 24h diárias não dão nem para metade das coisas a serem executadas. Por isso a falta de atualização do blogger, mas vou tentar diminuir esses espaços de postagem.

Algo que assim como a dança me encanta é a leitura, forma também de se aprender muito sobre um infinidade de coisas. É por isso que não dispenso um livro; qualquer que seja ele. Sou incentivada pela minha família que sempre me presenteia com exemplares incríveis. O da última leitura (que acabou hoje) é parte de uma saga, cujo terceiro volume já está saindo do forno. Fazem parte do acervo da minha madrinha, também devoradora de livros e cultura, que fez a gentileza de emprestar-me os dois primeiros. Esse que citei chama-se A Farsa, de Christopher Reich.
A Farsa narra a história de um cirurgião, Jonathan Ransom, que trabalha na ONG Médicos sem fronteiras e que em uma viagem de férias com sua esposa Emma Ransom acaba encurralado em uma escalada numa montanha Suiça. Em meio a avalanche Emma se machuca e Jonathan precisa deixá-la em um ponto para buscar auxílio. Ao voltar, certo de que sua mulher está morta, o médico inicia uma nova fase da sua vida que começará a partir do recebimento de etiquetas de bagagens endereçadas a sua falecida esposa.
Eis nesse ponto os desdobramentos de uma aventura repleta de ação e suspense, que vão percorrer diversas histórias interligadas em um único ponto: as atividades terroristas do Oriente Médio. É um bom livro, que, como foi citado anteriormente, possui continuação e onde aquele que gosta de desvendar mistérios terá um caso grandioso como enigma para decifrar. Vale a pena conferir!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Saga da comunicação

A comunicação é uma fronteira sem donos, todos a praticam e ninguém a discute. São algumas teorias que analisam profuncamente o ato de falar. Talvez fundo até demais, algo que deixa dúvidas, confusão e que acaba confundindo mais que esclarecendo. Teorias deveriam ser para explicar algo, e explicar deve ser descrever algo em uma linguagem mais simples, acessível. Não é bem o que acontece. Não sempre, é claro. Existem diferentes tipos de livros e de autores, bons e ruins.
Como eu disse a comunicação é uma fronteira, a chamada "terra-de-ninguém", local em que não há um dono. Até porque comunicar é o ato da transmissão, disseminação, propagação - ou seja, é preciso que haja um transmissor e um receptor para que a comunicação seja efetuada. Ninguém fala sozinho, quer dizer, até se fala na internet, mas pressupondo que alguém está lendo ou que algum dia irá ler (ao menos fragmentos).
Ao mesmo tempo que a comunicação é uma fronteira sem dono, também chamada de "terra-de-ninguém", é uma arma poderosa. Quem detém o domínio dos meios possui o poder. Dominar, no século XXI é ser o "ás" das novas mídias e porque não da estruturação e nova forma de consolidação dos mass media, ou meios de comunicação de massa (MCM). Não há uma teoria infundada e tampouco alguma concretizada. A vida muda e os meios de transmissão da informação também. Da oralidade para a escrita, desta para a criação da imprensa, o rádio, a televisão, a internet e tantos outros que incorporaram-se no caminho. Qual é o melhor ou que reinará para sempre não se sabe.
A internet é uma grande rede, mas será que novas mídias não estão por vir? E mesmo vindo será que necessariamente as "antigas" precisam acabar? Reflexões de comunicólogos que ficarão um bom tempo sendo apenas isso ... reflexões!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Francophonie

Ultimamente ando meio embalada por músicas francesas de diferentes estilos musicais. Uma que me desperta constante atenção e que anda embalando muitas "viagens" até a Ufes é Mourir Demain, de Pascal Obispo e Natasha St. Pier. É uma letra gostosa, que agita, embala e faz que você cantarole a letra mesmo que sem perceber diretamente. A melodia "gruda" na sua cabeça, mas não é de forma ruim; é algo delicioso e que quando você menos percebe está captando fragmentos da música francesa, que é muito boa e diversificada. "Se nós tivéssemos que morrer amanhã o que faríamos de mais?" é basicamente o que diz a letra.

"Si on devait mourir demain
Qu'est-ce qu'on ferait de plus,
Qu'est-ce qu'on ferait de moins
Si on devait mourir demain
Moi, je t'aimerai... moi, je t'aimerai"

sábado, 30 de julho de 2011

Atemporal

Um dia eu acabei em um lugar tranquilo, repleto de novas pessoas, experiências e aprendizado. Fui com a mente aberta e disposta a aprender e absorver o máximo possível e ainda mais um pouco além dele. Ganhei além do que eu poderia imaginar, vivi uma época incrível, realizei sonhos inimagináveis e conquistei amigos inesquecíveis; dancei. Fui além do que eu mesmo havia pensado em algum dia, era uma realização grandiosa e que não estava prevista em meus modestos planos; consegui.
Voltei para casa, violência, cidade mais agitada, dei adeus a muitas coisas e pessoas, foi difícil. Acostumei-me a uma rotina quase que mecânica e turbulenta, mas que eu não importava porque fazia tudo aquilo que mais queria e amava. Viajei, viajei e viajei ainda mais. Revi tudo aquilo que um dia amei e que estão em minhas mais memoráveis lembranças, ganhei outras imagens incríveis. Disse o segundo Adeus a tudo aquilo que já havia deixado para trás a um ano e meio; foi pior que o primeiro. Espero, contudo, que essa despedida seja como a primeira: um "breve" até logo e que possamos nos reencontrar rapidamente.

"Vim só dar despedida" encaixa-se, portanto, como a música de nossa partida. Nos lembra épocas fantásticas e ao mesmo tempo a partida. É o ontem, hoje e o amanhã encontrando-se rumo a novos caminhos. Saudades.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Vem pro Festival dançar


Após mais um ensaio.´Era dia de festa!
 
Expectativa. Palavra que sempre está presente no vocabulário de uma bailarina, por estarem sempre preparadas para algum novo desafio. É um dos empenhos que leva a uma rotina diária, sem férias, feriados ou sem pensar na palavra descanso. Nada disso importa. Ainda mais quando se está em um palco. Não há somente uma sensação que descreva o que é esse momento de ultrapassar as coxias, talvez nem palavra exista; somente o sentimento.
É em busca dessas emoções que voaremos. Um dos maiores Festivais de dança do mundo é realizado anualmente aqui no Brasil, em Joinville, Santa Catarina. Para participar é preciso enviar um DVD com o trabalho e aguardar a lista dos selecionados, divulgada em torno de maio ou junho. Existem diversas modalidades, categorias e formas de apresentação. Pode-se dançar no chamado palco principal, no Centreventos, nos chamados Palcos Alternativos, que são espaços espalhados pela cidade para promover a integração e aproximação da dança com o público e no festival meia ponta, que é a competição dos menores de 12 anos realizada no Teatro Juarez Machado, ao lado do Centreventos.
São milhares de bailarinos do país e de fora dele que buscam o aperfeiçoamento e a visão de como anda a dança. É um grande aprendizado. Entretanto, apesar de tanta seleção, acontecem casos em que coreografias não tão fortes acabam passando, mas faz parte; estamos no mundo da dança e no Brasil!
Desejos, da escola Espaço da Dança, representará, junto com outros dois solos e uma variação do Balé da Ilha, o estado no palco principal. No festival meia ponta outros talentos do Espaço da Dança terão a oportunidade de se apresentar. É mais uma dentre tantas conquistas que a dança já proporcionou ao Espírito Santo e ainda é algo considerado distante do público capixaba. Malas prontas, expectativa na medida certa, ensaios, ensaios, ensaios e MUITA disposição; vamos embora turma, vamos dançar!

Boa sorte pra gente, vamos dançar!

"Dança Joinville, dança o meu coração
a vida é um palco, movimento, emoção.
As flores da cidade vão dançar com você
vem pra Joinville, nós queremos te ver!
Pra dançar, dançar, dançar e ser feliz festival de emoções do meu país"

terça-feira, 19 de julho de 2011

Sociedade "Pensante"

Aceito doações ou empréstimo de livros. Ontem acabei de reler "As memórias do livro", de Geraldine Brooks, um bom livro para aqueles que curtem ficção envolvida com parte histórica. Posso dizer que compreendi um pouco o trabalho de um restaurador de livros. Não sei porque toda vez que leio esse livro descubro algum ponto interessante que acaba me chamando mais atenção na leitura.
Com esse texto, Brooks ganhou o prêmio Pulitzer (concedido pela Universidade da Columbia), mesclando história e romance ao longo de diversos cenários. Vale a pena ler caso você tenha tempo para essa leitura, mas não está no ranking dos melhores livros que já li (e olha que a lista é bem gorda).
E volto a frisar que aceito um empréstimo de livros. Sou movida por eles e férias, bem, férias serve para curtir. Nada melhor que apreciar uma, duas, três e muitas leituras nas férias!

ps.: é essa semana!