sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

"O dia da caça" - ou seria do caçador?

Em "O dia da caça", James Patterson cria uma ficção a partir da história de Alex Cross, um detetive que perdeu a mulher em um caso nunca solucionado. Eis que a vida lhe proporciona outra surpresa, assassinatos de famílias inteiras começam a acontecer em Washington D.C., começando com o de uma ex namorada e amiga,Ellie Randall. Ele não deixaria outro crime sem solução e, para isso arrisca sua vida, família e reputação em busca de um assassino quase invisível.
A trama se passa nos Estados Unidos e na África, na caçada pelo responsável das mortes. No continente africano Patterson aproveita o livro (ainda que seja uma ficção) para descrever uma realidade de algumas regiões, marcadas por conflitos e assassinatos semelhantes a guerras civis, disputa por petróleos e diamantes, falta de condições básicas humanas (moradia e assistências médica e sanítária), além da denúncia de estupro a mulheres, comum entre algumas etnias.
O livro apresenta uma sequência de fatos nem sempre muito lógicas, pois por vezes precisa contar o assassinato, ao mesmo tempo que tem que retomar o foco central para o detetive e seu trabalho. Por isso os capítulos são muitos, porém todos bem curtos. A quantidade de páginas da edição também não é de se assustar, não passa de 212 páginas e no final contém prévias de mais duas histórias do autor, uma, inclusive, ainda com o Detetive Alex Cross como protagonista - uma série.
A capa é linda, em tom amarelo-alaranjado, porém não achei o título muito próprio para o livro. trata-se, ao meu ver, mais de uma perseguição que de uma caça. Contudo nada disso atrapalha ou influencia a leitura.

James Patterson é considerado um dos maiores escritores da literatura (ou romance) policial, com mais de 150 milhões de exemplares vendidos pelo mundo e traduções em aproximadamente 49 línguas. Publicou sua primeira obra em 1976 e acumula diversos prêmios ao longo da carreira, como o Edgar Award (reconhecido na área do suspense). Atualmente vive na Flórida e dedica-se a conlusões de outros trabalhos.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Um crime chamado Bar Bodega

Atentei-me que nunca havia falado sobre o livro Bar Bodega. Tampouco o citei por aqui. Grande erro, uma vez que após descobrir e ler percebi que dos livros reportagens chocantes em minha vida ele disputaria o primeiro lugar com Abusado, de Caco Barcellos.

Bar Bodega relata a história de um assalto que terminou na morte de um cliente de um bar de classe média alta, em São Paulo. O estabelecimento pertencia a artistas de uma grande empresa de comunicação (rádio, impresso, televisão ...) e o ano era de eleições na capital paulista. Soma-se todos esses ingredientes e percebemos uma polícia necessitada por respostas e uma imprensa em alvoroço para uma acusação certeira. Não tardou a surgirem suspeitos. Um, dois, três, dez, sob tortura todos confessavam o crime, menos um. Não tinha problema, um amigo já tinha colocado-o na cena do crime. Reportagens de capa, debates na televisão, choque na sociedade. Um grande caso, que aparentemente estava concluído após o julgamento e a condenação.
Entretanto a história mudou. Um advogado resolve rever o processo e descobre inúmeras falhas e erros cometidos por pressa e obrigação de respostas a sociedade. Há uma nova análise e a verdade é descoberta. Não cabe aqui contar o final do livro, mas confesso que é chocante e ao mesmo tempo surpreendente. A revelação do poder e da influência que a mídia tem em nossa vida ganha uma dimensão ainda maior nos desdobramentos desse crime.

Como estudante de jornalismo serviu para análise não só de como julgamos errado muitas coisas do cotidiano, como também é preciso um cuidado extremo em acusações; principalmente tão graves como foram essas. São casos que estão presentes e que passam muitas vezes despercebidos pela população em geral, porém marcam a vida principalmente dos que estão envolvidos. O rótulo dado a alguém em um veículo de comunicação pode marcar de forma positiva ou negativa um inocente. É uma discussão interessante e que merece total atenção dos profissionais e estudantes da área, a delicadeza de se trabalhar com palavras.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

o desafio de pensar

Estou cansada e a reta final aproxima-se. São trabalhos, provas e uma infinidade de coisas que não permitiram meu constante aparecimento por aqui. Para tirar a poeira e manter algo de atual por aqui optei por uma frase que muitos devem conhecer:

"O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido. Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado. A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade."
Clarice Lispector

Precisamos, portanto, parar de pensar no futuro agora e questionar o passado. O que podemos fazer é viver o presente, agarrar oportunidades, crescer e esperar que o sucesso de hoje transforme-se em algo positivo para amanhã. E seguindo o exemplo da genial Clarice pergunto-me que emoções podemos deixar? O corpo físico é limitado, a alma nem sempre é sentida, porém suas realizações, sentimentos e emoções marcam e perduram além do que você imagina.

domingo, 11 de setembro de 2011

Leitura: A Farsa

O tempo anda curto, as 24h diárias não dão nem para metade das coisas a serem executadas. Por isso a falta de atualização do blogger, mas vou tentar diminuir esses espaços de postagem.

Algo que assim como a dança me encanta é a leitura, forma também de se aprender muito sobre um infinidade de coisas. É por isso que não dispenso um livro; qualquer que seja ele. Sou incentivada pela minha família que sempre me presenteia com exemplares incríveis. O da última leitura (que acabou hoje) é parte de uma saga, cujo terceiro volume já está saindo do forno. Fazem parte do acervo da minha madrinha, também devoradora de livros e cultura, que fez a gentileza de emprestar-me os dois primeiros. Esse que citei chama-se A Farsa, de Christopher Reich.
A Farsa narra a história de um cirurgião, Jonathan Ransom, que trabalha na ONG Médicos sem fronteiras e que em uma viagem de férias com sua esposa Emma Ransom acaba encurralado em uma escalada numa montanha Suiça. Em meio a avalanche Emma se machuca e Jonathan precisa deixá-la em um ponto para buscar auxílio. Ao voltar, certo de que sua mulher está morta, o médico inicia uma nova fase da sua vida que começará a partir do recebimento de etiquetas de bagagens endereçadas a sua falecida esposa.
Eis nesse ponto os desdobramentos de uma aventura repleta de ação e suspense, que vão percorrer diversas histórias interligadas em um único ponto: as atividades terroristas do Oriente Médio. É um bom livro, que, como foi citado anteriormente, possui continuação e onde aquele que gosta de desvendar mistérios terá um caso grandioso como enigma para decifrar. Vale a pena conferir!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Saga da comunicação

A comunicação é uma fronteira sem donos, todos a praticam e ninguém a discute. São algumas teorias que analisam profuncamente o ato de falar. Talvez fundo até demais, algo que deixa dúvidas, confusão e que acaba confundindo mais que esclarecendo. Teorias deveriam ser para explicar algo, e explicar deve ser descrever algo em uma linguagem mais simples, acessível. Não é bem o que acontece. Não sempre, é claro. Existem diferentes tipos de livros e de autores, bons e ruins.
Como eu disse a comunicação é uma fronteira, a chamada "terra-de-ninguém", local em que não há um dono. Até porque comunicar é o ato da transmissão, disseminação, propagação - ou seja, é preciso que haja um transmissor e um receptor para que a comunicação seja efetuada. Ninguém fala sozinho, quer dizer, até se fala na internet, mas pressupondo que alguém está lendo ou que algum dia irá ler (ao menos fragmentos).
Ao mesmo tempo que a comunicação é uma fronteira sem dono, também chamada de "terra-de-ninguém", é uma arma poderosa. Quem detém o domínio dos meios possui o poder. Dominar, no século XXI é ser o "ás" das novas mídias e porque não da estruturação e nova forma de consolidação dos mass media, ou meios de comunicação de massa (MCM). Não há uma teoria infundada e tampouco alguma concretizada. A vida muda e os meios de transmissão da informação também. Da oralidade para a escrita, desta para a criação da imprensa, o rádio, a televisão, a internet e tantos outros que incorporaram-se no caminho. Qual é o melhor ou que reinará para sempre não se sabe.
A internet é uma grande rede, mas será que novas mídias não estão por vir? E mesmo vindo será que necessariamente as "antigas" precisam acabar? Reflexões de comunicólogos que ficarão um bom tempo sendo apenas isso ... reflexões!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Francophonie

Ultimamente ando meio embalada por músicas francesas de diferentes estilos musicais. Uma que me desperta constante atenção e que anda embalando muitas "viagens" até a Ufes é Mourir Demain, de Pascal Obispo e Natasha St. Pier. É uma letra gostosa, que agita, embala e faz que você cantarole a letra mesmo que sem perceber diretamente. A melodia "gruda" na sua cabeça, mas não é de forma ruim; é algo delicioso e que quando você menos percebe está captando fragmentos da música francesa, que é muito boa e diversificada. "Se nós tivéssemos que morrer amanhã o que faríamos de mais?" é basicamente o que diz a letra.

"Si on devait mourir demain
Qu'est-ce qu'on ferait de plus,
Qu'est-ce qu'on ferait de moins
Si on devait mourir demain
Moi, je t'aimerai... moi, je t'aimerai"

sábado, 30 de julho de 2011

Atemporal

Um dia eu acabei em um lugar tranquilo, repleto de novas pessoas, experiências e aprendizado. Fui com a mente aberta e disposta a aprender e absorver o máximo possível e ainda mais um pouco além dele. Ganhei além do que eu poderia imaginar, vivi uma época incrível, realizei sonhos inimagináveis e conquistei amigos inesquecíveis; dancei. Fui além do que eu mesmo havia pensado em algum dia, era uma realização grandiosa e que não estava prevista em meus modestos planos; consegui.
Voltei para casa, violência, cidade mais agitada, dei adeus a muitas coisas e pessoas, foi difícil. Acostumei-me a uma rotina quase que mecânica e turbulenta, mas que eu não importava porque fazia tudo aquilo que mais queria e amava. Viajei, viajei e viajei ainda mais. Revi tudo aquilo que um dia amei e que estão em minhas mais memoráveis lembranças, ganhei outras imagens incríveis. Disse o segundo Adeus a tudo aquilo que já havia deixado para trás a um ano e meio; foi pior que o primeiro. Espero, contudo, que essa despedida seja como a primeira: um "breve" até logo e que possamos nos reencontrar rapidamente.

"Vim só dar despedida" encaixa-se, portanto, como a música de nossa partida. Nos lembra épocas fantásticas e ao mesmo tempo a partida. É o ontem, hoje e o amanhã encontrando-se rumo a novos caminhos. Saudades.